Realizada pela primeira vez em uma Igreja Evangélica, a Convenção Municipal do PCdoB de Contagem contou com mais de 100 filiados e mais oito novos membros no sábado, dia 12/06. O deputado Carlin Moura chamou à atenção ao fato do local da realização e afirmou que o PCdoB é um partido do bem e olha por todos, por isso, a Igreja abriu as suas portas para o encontro.
A deputada federal Jô Moraes também se atentou para o fato e chamou a atenção afirmando que a liberdade religiosa, prevista na Constituição, só foi possível graça aos votos dos comunistas. “A Assembleia Nacional Constituinte de 1946, recebeu emenda do deputado Comunista e escritor Jorge Amado, que instituiu plena liberdade de culto religioso e garantiu o funcionamento de todas as igrejas, e a separação da Igreja e Estado.

A Convenção foi aberta pelo presidente do partido na cidade, Rodrigo Cupim, que fez uma breve explanação em relação ao crescimento que o partido tem tido nos últimos anos. Ele afirmou a importância da continuidade das políticas sociais e de inclusão. O presidente explicou também que é preciso reeleger Carlin e Jô para dar continuidade aos trabalhos realizados por eles.

O Secretário de Esportes, Albert Plucky afirmou que é preciso eleger Hélio Costa para que os municípios voltem a ter mais integração com o governo de Minas. Ele exemplificou com os Cesus, que estão abandonados nesses quase oito anos de Governo Aécio.
Diomâra Damaso, presidente da UBM Contagem levantou a questão da defesa das mulheres. Zito Vieira destacou a importância do palanque único de Dilma em Minas, encabeçado pelo PMDB e falou da missão histórica que o PCdoB enfrenta esse ano que é a de chegar a 20 deputados Estaduais no país e dois em Minas. “Duplicar nossa bancada não é tarefa fácil, mas a turma é confiável”.
O deputado Carlin Moura salientou o crescimento do partido em Contagem e falou que isso é notável com as presenças na Convenção. “Há hoje uma maior expressão comunitária, de mulheres e trabalhadores”.

Carlin falou sobre o momento político e defendeu a candidatura de Dilma como continuidade de um programa. Para ele, a grande mídia está tentando banalizar o debate. “Nós não estamos lutando por pessoas, mas por um projeto”. Para ele, Minas será decisiva na defesa dessa continuidade.
Ele afirmou que é preciso mudanças em Minas. Como exemplo citou a greve dos professores e afirmou que serviu para tirar a máscara do “Choque de gestão”, que só é bonito na TV, um choque que tirou quase 8 bilhões da saúde.
Carlin afirmou que o maior desafio é eleger Jô como a mais votada da esquerda em Minas, ou ao menos da região metropolitana, e eleger mais um deputado estadual para ajudar na ALMG e a todos no estado.

Jô Moraes contou a história da sua chegada em Contagem. Contou também a trajetória de Lula, a história de um operário que não recebia votos de alguns operários, e afirmou que hoje estamos melhor que a Europa, que vive debaixo do neoliberalismo, igual foi o governo de FHC.
Jô chamou a todos a prestarem atenção no que foi feito pelo governo do Estado. “O ICMS do gás de cozinha chega a 18%, o imposto mais caro é o de Minas. Enquanto isso, o imposto de aviões é de 12% e o de joias somente 3%. É uma disparidade sem tamanho”, afirmou.
Para a deputada, o rumo deve ser avançar no projeto popular de Lula. “Quem é contrário a esse avanço, tem a nossa oposição. Essa nação tem fome de grandeza. Lutem, e vamos fazer um pais melhor”, finalizou.
De Contagem, Sheila Cristina, texto e fotos