O comércio varejista deve economizar em torno de R$ 1,2 bilhão com o fim da exclusividade das bandeiras de cartões de crédito, o que vai permitir aos lojistas operarem com uma única maquininha as mais de 40 bandeiras existentes no Brasil.
Depois de muita pressão da CDL/BH, do Movimento Lojista Nacional o governo aprovou a unificação das máquinas de cartões de crédito. Desde o dia 1º de julho, o lojista firmará contrato com apenas uma credenciadora, à sua escolha, que por sua vez poderá trabalhar com mais de uma bandeira (Mastecard, Visa, American Express, etc).
Dessa forma, o lojista poderá aceitar vários cartões e pagará pela locação de apenas uma máquina. E ainda poderá optar pela menor taxa de administração, também chamada taxa de desconto, à credenciadora com a qual fechar o contrato.
As novas regras devem acabar com o duopólio da Cielo, que tinha a exclusividade da bandeira Visa, e pela Redecard, que trabalhava basicamente com Mastercard. Juntas, elas detinham cerca de 85% do mercado. O aluguel pago mensalmente pelos lojistas, que varia de R$ 80 a R$ 140, de acordo com o tipo do equipamento.
O próximo efeito dessa nova configuração de mercado é a redução da taxa de desconto. O presidente da CDL/BH, Roberto Alfeu diz esperar que a taxa de desconto, paga pelo lojista às credenciadoras, seja reduzida entre 30% e 35% nos próximos dois anos.
Essa luta em Belo Horizonte começou a ganhar a rua desde o início de 2009. Em 02 de junho, o deputado Carlin Moura, que apóia e luta por essa causa, debateu, a pedido da CDL/BH o assunto na Assembleia Legislativa de Minas. Para o deputado, "o dinheiro de plástico é necessário, mas a política de cartões do Brasil precisava de uma regulamentação urgente", ressalta.
De acordo com o deputado essa unificação é uma vitória, pois a falta dessa regulamentação nas transações efetuadas por cartões de crédito no País trazia desvantagens financeiras aos lojistas, que acabavam oferecendo bens e serviços ao consumidor a preços muito elevados. "Perdia, com isso, o lojista, o consumidor e a economia brasileira. Apenas as administradoras eram privilegiadas, já que não precisam prestar contas a ninguém," esclarece.
Acesse aqui a Cartilha que a CDL/BH preparou para que você entenda melhor sobre como funciona a indústria dos cartões de crédito. Clica aqui!
Da redação; Sheila Cristina com CDL